
Nesse momento vou fazer um intervalo em nossos temas corriqueiros de provas e postar um texto que encontrei sobre o nosso famoso, criticado e odiado CR( Cadastro de Reserva). Isso porque hoje foi divulgado o resultado das provas do concurso da Infraero, realizado pela Fundação Carlos Chagas, destinado à formãção de CR. Quero parabenizar( isso mesmo), a todos que foram classificados, e tiveram uma boa colocação. Eu também fiquei classificado, mas numa posição um pouco distante(rs). É certo, pelo entendimento do STF, que passar em qualquer concurso não gera direito adquirido, mas sim a mera expectativa de direito . O candidato aprovado, mesmo para CR, aguarda o surgimento de novas vagas e como em todos os concursos públicos, o candidato aprovado pode vir a ser aproveitado caso ocorra a existência de vaga e disponibilidade orçamentária.Mas fazer um concurso sem número de vagas definidas, ou seja, para cadastro de reserva, pode ser uma boa chance de ingressar em um emprego público e os candidatos não devem dispensar essas oportunidades.
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CONCURSO PARA CADASTRO DE RESERVA COMPENSA, dizem especialistas.
-Por Maria Angélica Oliveira Do G1, em São Paulo-29/11/07. Com atualizações.
Se prestar um concurso público com vagas definidas já causa expectativa nos candidatos, uma seleção para cadastro de reserva tem potencial ainda maior para gerar ansiedade em quem procura uma vaga no serviço público.
Para especialistas, os concursos para cadastro de reserva não devem ser vistos com desconfiança. Segundo eles, o candidato pode e deve buscar maneiras de se assegurar de que há possibilidade concreta de nomeação.
A pessoa tem que olhar qual é o órgão contratante. Se for um conselho regional de algum órgão pouco representativo oferecendo cargos muito atraentes, por exemplo, convém a pessoa averiguar se esses cargos existem, dar uma sondada. E a segunda coisa é a empresa organizadora. São os dois elementos que dão segurança para o candidato: quem vai contratar e quem está fazendo o concurso”, aconselha Carlos Alberto De Lucca, coordenador do Siga Concursos. Formada em informática, a “concurseira” Ana Lúcia Húngaro, de 38 anos, segue a dica. No início do ano, ela fez a prova para analista da área administrativa do Ministério Público da União (MPU), cargo para cadastro de reserva.
“A gente sempre procura saber se a instituição costuma chamar ou não. Conversei com o pessoal de concursos, das escolas”, conta. Outra orientação é fazer pesquisa ‘in loco’, opina o sociólogo José Luiz Baubeta, especialista na área e diretor de recursos humanos da Central de Concursos.
“A pessoa pode procurar a repartição pública e perguntar se vale a pena, se o concurso é sério ou não. Esse ‘feedback’ de testemunhar alguém que já passou em concurso para cadastro reserva é bom”, diz. Segundo ele, o candidato não deve pensar que “jogou tempo e dinheiro fora” caso não seja chamado. Para Baubeta, o “know-how” e a experiência adquiridos nas provas já valem a pena, não importando se há vagas definidas ou se o concurso é para cadastro de reserva. “Tem gente que fala: 'Ah, vou prestar esse concurso que tem 40 vagas e 40 mil candidatos? É muito pouca vaga'. Aí eu digo: 'mas quantas vagas resolvem o seu problema? Uma'.”
“A gente sempre procura saber se a instituição costuma chamar ou não. Conversei com o pessoal de concursos, das escolas”, conta. Outra orientação é fazer pesquisa ‘in loco’, opina o sociólogo José Luiz Baubeta, especialista na área e diretor de recursos humanos da Central de Concursos.
“A pessoa pode procurar a repartição pública e perguntar se vale a pena, se o concurso é sério ou não. Esse ‘feedback’ de testemunhar alguém que já passou em concurso para cadastro reserva é bom”, diz. Segundo ele, o candidato não deve pensar que “jogou tempo e dinheiro fora” caso não seja chamado. Para Baubeta, o “know-how” e a experiência adquiridos nas provas já valem a pena, não importando se há vagas definidas ou se o concurso é para cadastro de reserva. “Tem gente que fala: 'Ah, vou prestar esse concurso que tem 40 vagas e 40 mil candidatos? É muito pouca vaga'. Aí eu digo: 'mas quantas vagas resolvem o seu problema? Uma'.”
Efeito dominó
É o que diz o Banco do Brasil. Desde 1999, o banco realizou seis concursos – todos para cadastro de reserva e para o cargo de escriturário, o primeiro da carreira da instituição. “Vamos supor que você entrou em uma agência e está precisando de caixa-executivo, por exemplo. Você pode entrar um dia no banco (como escriturário), no outro dia estar fazendo curso de caixa-executivo e depois já exercer o cargo”, explica o gerente de divisão da Diretoria de Gestão de Pessoas do banco, Josimar de Gusmão Lopes. Segundo ele, o banco opta por realizar concursos sem número de vagas definidas devido à quantidade de funcionários que se aposentam todos os meses.
“Sempre vai sair o funcionário mais antigo que naturalmente já ocupa um cargo melhor na empresa. Como sai lá de cima, tem um efeito dominó (...) sempre vai ter o reflexo lá embaixo”, explica Lopes. Segundo dados da instituição, dos 4.653 classificados do concurso realizado em 2001 na região Centro-Oeste, 4,5 mil foram chamados. Já em 2003, dos 118 mil classificados na seleção feita para todo o país (exceto para a capital paulista), cerca de 30 mil foram chamados.
“Sempre vai sair o funcionário mais antigo que naturalmente já ocupa um cargo melhor na empresa. Como sai lá de cima, tem um efeito dominó (...) sempre vai ter o reflexo lá embaixo”, explica Lopes. Segundo dados da instituição, dos 4.653 classificados do concurso realizado em 2001 na região Centro-Oeste, 4,5 mil foram chamados. Já em 2003, dos 118 mil classificados na seleção feita para todo o país (exceto para a capital paulista), cerca de 30 mil foram chamados.
Mas nem todos os concursos para cadastro reserva são para a área financeira. Em 2007, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) realizou concurso para cadastro de reserva.
Segundo informações disponíveis no site da empresa que organizou a seleção, a Consulplan, houve 856,3 mil inscritos. A Consulplan informou que cerca de 350 mil pessoas foram classificadas. De acordo com dados do site da companhia, a Chesf tinha 6,9 mil funcionários em dezembro de 2006. Diogo Nogueira, de 27 anos, foi um dos inscritos no concurso da Chesf. Ele conta que ficou em primeiro lugar no cargo de administrador na região para a qual se inscreveu – Recife (PE) - e diz que vê perspectiva de tomar posse pelo fato de ter sido bem classificado. Mas diz que também pretende prestar outros concursos, mesmo para cadastro de reserva. “Independentemente de ser cadastro reserva ou não, a pessoa tem que se esforçar, se dedicar e estudar até porque, independente de ter vaga ou não, tem que se dar bem na prova. Se não se der bem na prova, não vai ser chamado”, diz.
Segundo informações disponíveis no site da empresa que organizou a seleção, a Consulplan, houve 856,3 mil inscritos. A Consulplan informou que cerca de 350 mil pessoas foram classificadas. De acordo com dados do site da companhia, a Chesf tinha 6,9 mil funcionários em dezembro de 2006. Diogo Nogueira, de 27 anos, foi um dos inscritos no concurso da Chesf. Ele conta que ficou em primeiro lugar no cargo de administrador na região para a qual se inscreveu – Recife (PE) - e diz que vê perspectiva de tomar posse pelo fato de ter sido bem classificado. Mas diz que também pretende prestar outros concursos, mesmo para cadastro de reserva. “Independentemente de ser cadastro reserva ou não, a pessoa tem que se esforçar, se dedicar e estudar até porque, independente de ter vaga ou não, tem que se dar bem na prova. Se não se der bem na prova, não vai ser chamado”, diz.
Regra é estudar
Com ou sem vagas definidas, os especialistas afirmam que a regra é estudar. O coordenador do Siga Concursos diz que, mesmo sem o nome de “cadastro reserva”, os candidatos que atingem a pontuação mínima, mas não chegam aos primeiros lugares, acabam “ficando na fila” de uma forma ou de outra. “Vamos supor que um concurso tinha uma nota mínima e mil pessoas atingiram essa nota, mas só tinha 200 vagas. Durante esse prazo de validade, podem surgir outras vagas: o pessoal se aposentou, mudou de comarca, se afastou etc. Se está dentro do prazo de validade, o órgão não pode realizar outro concurso. Então ele vai chamar o 201º, 202º até completar as vagas”, afirma.
Validade dos concursos
Validade dos concursos
A lei 8.112 fixa a validade dos concursos públicos em até dois anos, podendo ser prorrogados uma vez, por período igual. Além disso, a lei determina que outro concurso não pode ser aberto “enquanto houver candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado”, diz o texto. A universitária Érica Nascimento Justino, de 20 anos, está aprendendo a lição. Ela prestou um concurso para o Banco do Brasil para cadastro de reserva, e não passou.
“Não me preparei muito, relaxei mesmo”, conta a estudante, que agora vai prestar o concurso do banco Nossa Caixa para auxiliar administrativo, cargo que não tem vagas específicas, apenas cadastro de reserva. “Quando a gente quer muito, e eu quero muito ser funcionária pública, a gente espera, tem que ter paciência. E tem uns concursos que chamam rápido”, diz, animada.
“Não me preparei muito, relaxei mesmo”, conta a estudante, que agora vai prestar o concurso do banco Nossa Caixa para auxiliar administrativo, cargo que não tem vagas específicas, apenas cadastro de reserva. “Quando a gente quer muito, e eu quero muito ser funcionária pública, a gente espera, tem que ter paciência. E tem uns concursos que chamam rápido”, diz, animada.
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